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São José do Rio Preto, 11 de fevereiro de 2021 – Nos últimos dias, o termo Alopecia ficou em evidência em todo País por causa do participante do programa Big Brother Brasil, Lucas Penteado, que apresenta falhas aparentes no couro cabeludo. As causas podem ser muitas, mas, segundo tricologistas, o problema se assemelha muito a casos de Alopecia Areata, problema que pode ser provocado, por exemplo, por altas cargas de estresse.

A Alopecia é um distúrbio que pode causar a diminuição do número total de fios de cabelo, podendo ser difuso ou pontual. ”O paciente passa a ter uma queda capilar maior do que o habitual e isso pode ser visualizado, por exemplo, quando encontra cabelo no travesseiro ou observa falhas pontuais no couro cabeludo. Nestes casos, é indicado procurar um especialista”, explica a dermatologista tricologista, Angélica Pimenta.

Pesquisas indicam que cerca de 1,7% da população apresenta Alopecia Areata, que provoca perdas graduais de cabelos e pelos, geralmente pontuais em zonas arredondadas ou ovais. Já a Alopecia Androgenética, problema é caracterizado pela perda progressiva de cabelo nas zonas de entradas, atinge pessoas entre 18-35 anos em cerca de 55% da população, mas já existem estudos que demonstram um percentual ainda maior.

Segundo Angélica, as causas são variadas e podem ser desde emocionais até genéticas. O diagnóstico pode ser feito em consulta com um dermatologista tricologista que analisa a aparência das áreas em que houve queda de cabelo e também faz o exame tricoscopia, que é rápido e indolor, e facilita num diagnóstico mais seguro e eficiente ao paciente. Em alguns casos há a necessidade de fazer biópsia do couro cabeludo para avaliar e descartar outras possíveis causas.

“Na clínica Caiena, um dos principais exames que a gente faz é o tricograma, que é um exame onde avaliamos o bulbo do cabelo e conseguimos checar a quantidade que cresce, que cai e os fios que estão ‘doentes’. Nós também realizamos outro exame, chamado rastreamento, que são fotos retiradas com equipamento que faz a análise do couro cabeludo, substituindo, muitas vezes, a biópsia do paciente em múltiplos lugares. Esse exame é excelente para acompanhamento das alopecias, porque verifica a quantidade de cabelo por centímetro quadrado e a espessura dos fios”, explica Angélica.

Tratamento
O recomendado é evitar a automedicação e procurar um dermatologista que vai indicar o tratamento adequado, de acordo com as causas identificadas e com a gravidade da queda capilar. Normalmente, ele é feito com medicamentos tanto orais como de uso tópico ou até mesmo injeções no couro cabeludo para estimular o crescimento dos fios. Grande parte dos casos tem boa resposta e o quadro é revertido.