A estação mais fria do ano está chegando e, com ela, o clima seco e a baixa umidade do ar, condições que deixam os olhos mais sensíveis a doenças oculares. Isso ocorre porque os olhos perdem parte da lubrificação natural devido à evaporação da camada aquosa da lágrima.

De acordo com o oftalmologista Marcelo Mendonça, da Clínica Glaukos, a baixa umidade prejudica a umidade natural dos olhos, responsável pela limpeza contínua de substâncias tóxicas, alérgicas e até mesmo de bactérias e vírus que possam entrar em contato com os olhos.

Entre as doenças comuns em períodos de baixas temperaturas estão olho seco, alergias e infecções. “É importante tomar alguns cuidados para manter a saúde ocular nesta época do ano, como não ficar por muito tempo em ambientes fechados e sem ventilação, evitar aglomerações para prevenir infecções, não compartilhar objetos de uso pessoal como maquiagens e lenços, e utilizar, sob orientação médica, colírios de lágrimas artificiais para manter os olhos umedecidos”, orienta Mendonça.

Alergias oculares

As reações alérgicas que acometem os olhos geralmente são causadas por poeira, fumaça, ácaros, entre outros, e se agravam em pessoas que fazem tratamentos com colírios ou que tenham sido submetidas a alguma cirurgia ocular. Os sintomas mais comuns destas alergias são olhos vermelhos, coceira, lacrimejamento, ardência, fotofobia e irritação.

Síndrome do Olho Seco

Diretamente relacionada à exposição a poluição, poeira, ar seco, baixa umidade do ar e lugares fechados com aparelhos de ar-condicionado, a Síndrome do Olho Seco é uma doença ocular crônica caracterizada pela diminuição da produção de lágrima. Estima-se que, no Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas tenham o problema, principalmente indivíduos que residem na região centro-oeste do país. No quadro de sintomas estão ardor, sensação de areia nos olhos, irritação, dificuldades para ficar em frente ao computador, olhos embaçados e, ao fim do dia, coceira, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e vermelhidão. Vale ressaltar que algumas pessoas não apresentam sintomas mesmo tendo a síndrome.

“Ao sentir qualquer desconforto e irritação ocular, sensação de areia, embaçamento da visão e ardor, fique atento. Se os sintomas não desaparecerem em até 48 horas, procure o oftalmologista para o tratamento adequado”, diz o especialista.

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